Cirurgia Refractiva



LASIK (Laser Assisted In-Situ Keratomileusis)

Como é que o LASIK é feito:
O paciente deita-se numa cadeira reclinada, colocada num bloco de cirurgia ambulatória. Em primeiro lugar o olho a operar é anestesiado com gotas. Depois coloca-se um pequeno instrumento cirúrgico para manter as palpebras abertas durante a cirurgia (blefarostato). Um anel de sucção é colocado sobre a córnea para a fixar e evitar movimentos dos olhos. O paciente pode sentir neste momento a pressão do blefarostato e a visão fica mais baça. O microqueratótomo (um instrumento de microcirurgia automatizado) é acoplado ao anel de sucção. Enquanto a lâmina do microqueratótomo desliza sobre a córnea o paciente ouve um som metálico e vê mal. Quando o microqueratótomo pára está criado um folheto de tecido que é rebatido para trás, ficando aderente numa das extremidades. (Fig. 1) Seguidamente é realizado o laser na espessura da córnea. Nesta altura o paciente tem que fixar uma luz vermelha, a visão está baça e ouve um som que corresponde ao laser a fazer a ablação. (Fig. 2) Por fim o cirurgião coloca no sítio o folheto que estava rebatido par trás e este fixa-se na sua posição sem necessitar de pontos (Fig. 3).

 

Antes da cirurgia:
O cirurgião avaliará se o paciente reúne todas as condições para efectuar a cirurgia. Terá em atenção aspectos que podem condicionar os resultados da cirurgia tais como pupilas muito dilatadas, olho seco ou lesões oculares prévias.

 

Fig. 1

 

Após a cirurgia:
O paciente anda um dia com o olho ocluído com um penso. Pode retomar a sua actividade no dia seguinte. A visão recuperará nos dias ou semanas seguintes à cirurgia, podendo em alguns casos levar alguns meses a atingir a acuidade visual que o paciente tinha quando usava óculos ou lentes de contacto.

 

Fig. 2

 

Efeitos secundários:
Tal como qualquer outra cirurgia o LASIK tem riscos e pode ter complicações que, apesar de muito raros, devem ser cuidadosamente considerados.
Pode em alguns casos dar sub-correcções ou hiper-correcções. Afortunadamente estas podem ser corrigidas com óculos, lentes de contacto ou com nova cirurgia. Existe uma pequena possibilidade de a sua visão após a cirurgia não ser tão boa como a que tinha quando usava óculos ou lentes de contacto. Algumas pessoas experimentam temporariamente desconforto, visão baça, lacrimejo, olho seco, deslumbramento, halos à volta das luzes, sensibilidade à luz e visão flutuante. Estes sintomas em regra desaparecem num mês. Em alguns casos persistem mais tempo, podendo não desaparecer completamente.

 

Fig. 3

 

 

LASIK (LASER ASSISTED IN-SITU KERATOMILEUSIS)
Ao remover camadas microscópicas de tecidos corneano, o excimer laser muda o formato da córnea, permitindo que os raios de luz foquem com maior exactidão sobre a retina.

 

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